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ANVISA alerta sobre o uso de EPIs (luvas e máscaras)

Com a ascensão do COVID-19, a procura e uso dos EPIs (luvas e máscaras) está em alta, inclusive com muitos lugares detectando a falta dos mesmos. No entanto, existem algumas situações em que uso destes equipamentos não é necessário e, se for, exige cuidado. Uma das grandes dúvidas que permeia as pessoas quanto a transmissão, refere-se aos alimentos.


De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Saúde), a dinâmica da pandemia do novo Coronavírus mostra que a transmissão do vírus tem ocorrido de pessoa a pessoa, pelo contato próximo com um indivíduo infectado ou por contágio indireto, ou seja, por meio de superfícies e objetos contaminados, principalmente pela tosse e espirro de pessoas infectadas. Com isso, não há nenhuma evidência de que o contágio possa ser transmitido por meio de alimentos.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o comportamento do COVID-19 pode persistir por poucas horas ou vários dias, dependendo do tipo de superfície, temperatura e umidade do ambiente, entretanto, são eliminados pela higienização ou desinfecção destas superfícies (tanto pela ação de detergentes, sabão e desinfetantes) e pela lavagem das mãos, além de serem sensíveis às temperaturas normalmente utilizadas para cozimento dos alimentos (em torno de 70ºC).



O uso de EPIs


Luvas

O uso de luvas para redução da contaminação de alimentos é regulamentado pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 216/2004, que define as boas práticas para Serviços de Alimentação, e pela Portaria SVS/MS n. 326/1997, que define as condições higiênicos sanitárias e de boas práticas de fabricação para indústrias de alimentos.

Em ambos os regulamentos e, portanto, tanto para serviços de alimentação, como restaurantes e lanchonetes, quanto para indústrias de alimentos, o uso de luvas descartáveis não é uma exigência e não isenta o manipulador da lavagem das mãos.


Erros cometidos por quem usa as luvas:

  • Não trocá-las na frequência que se deveria;

  • Falsa sensação de segurança, fazendo com que o manipulador negligencie outras condutas de higiene (lembre: as luvas são auxiliares nesse processo);

  • São frequentemente vistas como uma barreira à contaminação de alimentos;

  • Os manipuladores realizam muitas tarefas não relacionadas a alimentos com o mesmo par de luvas. Ex.: manusear dinheiro.


Assim, alerta-se que a imposição do uso da luva em estabelecimentos da área de alimentos pode produzir efeito contrário ao pretendido. Via de regra, as autoridades sanitárias somente recomendam o uso das luvas em atividades muito específicas, com a manipulação de alimentos prontos para o consumo, em substituição a utensílios (como pegadores). Logo, além de não obrigatório, o uso de luvas deve ser feito com bastante cuidado, não substituindo a lavagem das mãos.

Máscaras

O uso de máscaras em estabelecimentos, por sua vez, nem mesmo é citado nos regulamentos e também não é obrigatório. Deve atentar-se ainda às recomendações do Mistério da Saúde de que esse tipo de proteção não deve ser usado por pessoas saudáveis, até para que a máscara não falte quando ela é necessária. Essa recomendação é diferente no caso de serviços de saúde, onde os cuidados seguem protocolos mais rígidos em razão da maior exposição ao risco.


No uso geral

A máscara também é importante no ambiente doméstico, quando as pessoas estão em quarentena por suspeita ou confirmação de infecção. O uso de máscaras não é necessário para pessoas que não apresentem sintomas respiratórios. No entanto, máscaras podem ser usadas em alguns países de acordo com os hábitos culturais locais.


As pessoas que usarem máscaras devem seguir as boas práticas de uso, remoção e descarte, assim como higienizar adequadamente as mãos antes e após a remoção. Devem também lembrar que o uso de máscaras deve ser sempre combinado com as outras medidas de proteção.


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